Não Tem Mosquito

As aventuras de se desenvolver software no nosso Patropi.

Quarta-feira, Junho 13, 2007

Citibank versus Banco Rendimento: qual o melhor para receber o dinheiro do AdSense?

Há um tempo atrás uma mensagem minha no grupo do AdSense comparava o Citibank com o Banco Rendimento para receber o dinheiro de publicidade do Google. A análise não é mais válida. A forma de pagamento mudou. Não é mais feita por um cheque internacional, mas sim uma transação eletrônica chamada SWIFT.

A grande vantagem é que não é mais preciso ficar levando/enviando os cheques (de papel!) a lugar nenhum. O dinheiro apenas aparece na sua conta. Eu abri conta no Citibank somente para receber o AdSense e a razão principal foi que existe uma agência perto de meu trabalho. O custo óbvio para receber no Citibank é apenas a mensalidade da conta, cerca de R$20 para a mais barata. Uns dois dias depois que o Google disser que pagou, é preciso ligar para sua agência e confirmar que há uma ordem de pagamento em seu nome. Se você não telefonar, somente vários dias depois chegará um aviso pelo correio de que há dinheiro para receber. Você tem que ir na agência levando impresso os termos e condições, sem isto não te pagam. Já esqueci duas vezes, mas o pessoal lá é atencioso e imprime para mim, só se perde um tempo. O dinheiro entra na mesma hora na sua conta. Aí que você descobre o custo oculto da transação: o Citibank usa uma cotação de dólar baixíssima!. Na última vez que recebi, eles me fizeram uma cotação de dólar a R$1,83 reais, algo só concebível nos mais doentios delírios dos sádicos do Banco Central.

No mesmo dia liguei para o Banco Rendimento para ver o quanto ganharia se tivesse recebido por eles. Eles cobram uma taxa de US$15,00 por transação e fazem um dólar um pouquinho mais baixo que o câmbio, mas ainda bem melhor que o Citibank. Naquele dia eles me teriam feito o dólar a R$1,89. Eles prometem avisar por email no mesmo dia que a ordem de pagamento chega. No máximo no dia seguinte o dinheiro chegaria na sua conta.

Eis então uma comparação de quanto se receberia em cada banco com valores de US$100,00 a US$1000,00 descontando as taxas de cada um:


US$Rendimento (R$)Citibank (R$)
100 160.65 163.00
200 349.65346.00
300 538.65 529.00
400 727.65 712.00
500 916.65 895.00
600 1105.65 1078.00
700 1294.65 1261.00
800 1483.65 1444.00
900 1672.65 1627.00
1000 1861.65 1810.00

A diferença é pequena, mas lembre-se que este valor vai acumulando com o tempo. A conclusão parece ser óbvia: o Rendimento paga melhor e mais rápido. Só vale a pena a receber pelo Citibank se você já tiver conta no banco. Caso contrário será apenas mais uma conta de banco para complexificar sua vida financeira. Eu até pensei em passar a usar o Citibank como meu banco principal, mas desisti ao ver que seu Internet Banking é o mais tosco que existe. Alguém por aí teve experiências com o Rendimento que possam me convencer a não fechar a minha conta novinha em folha do Citibank que enfrentei tanta burocracia para abrir?

Terça-feira, Junho 05, 2007

Como um nerd faz pra escolher um nome de bebê?

Não é mole escolher o nome de um filho. Uma decisão que vai acompanhá-lo o resto da vida e cujo critério principal é totalmente subjetivo. O pai e a mãe têm que gostar do nome. Só que a opinião de cada um varia com as suas experiências. O nome que um acha bonito, é o mesmo do colega mala que infernizava a vida do outro. Pra diminuir as opções eu e minha digníssima começamos a estipular critérios puramente objetivos:
  • Não será um nome composto (sou traumatizado de meu nome quilométrico, um nome simples tá bom)

  • Não pode ter uma grafia dúbia ou estranha, que obrigue-o toda vez a ter que explicar como escreve (este é o trauma dela)

  • Não pode ser óbvio criar um apelido sacana ("Tomás" tá fora da lista)

  • Não pode ser nomes de ex-namoradas(os) de nenhum dos dois (nesta reduzimos bastante os nomes de homens!)

  • Não pode ser um nome tão comum que terá 10 iguais na turma

  • Não pode ser um nome tão raro que seja sacaneado por ser diferente
Epa! Para avaliar estes dois últimos precisamos de mais dados. Eis uma boa desculpa para colocar meu lado nerd em ação. Inventei logo um jeito de conseguir informações mais precisas.

Hoje em dia, um bom número de maternidades colocam na Internet a foto e nome dos bebês recém-nascidos. E não tem jeito, tudo indica que o meio social de meu filho será mesmo a classe média da Zona Sul do Rio de Janeiro. Taí a solução, pegar o nome dos bebês nascidos na Casa de Saúde São José e na Perinatal, duas das principais maternidades cariocas na Zona Sul. Fiz um robôzinho em Python para visitar as páginas de cada criança e extrair o nome e sexo das crianças nascidas de 2 anos pra cá. Um outro programinha pega estes dados e desenha um gráfico. Eis aí o resultado dos dados de junho de 2005 a maio de 2007:
Dá pra ver que os nomes de apóstolos e anjos estão populares entre os homens. Gabriel tá em primeiro, depois há um monte de Pedros, Lucas, Rafaéis, Miguéis, Matheus, Mateus... Epa! Temos outro problema aí. Há nomes iguais com grafias diferentes. Veja os Arthur e Artur, ou Luís, Luis e Luiz, ou Sofia e Sophia. Até podia resolver isto com algoritmos complicados como soundex ou um fuzzy matching de strings, mas fui na solução mais simples de manualmente fazer uma lista de nomes para unificar as grafias. Alguma duplicação deve escapar, mas não tem problema. Dei preferência à grafia brasileira, assim entre Kayky (sic) e Caíque, fiquei com o segundo. Outra questão são os nomes duplos. Se lembram que eu não quero um nome composto? Então também peguei apenas o primeiro. Agora o gráfico ficou deste jeito:
Sem os nomes compostos não teve pra ninguém. João e Maria foram os campeões. O engraçado é ver que nomes que eram comuns na minha geração, como o meu, agora gozam de pouca popularidade. Viraram nome de velho:-( É divertido ficar analisando a freqüência dos nomes. Preparei os arquivos PDF abaixo pra compartilhar a brincadeira com meus 3 leitores. Olhe você mesmo os dados:
Outra estatística que ajudará a moldar o caráter de meus filhos: nasceram 5805 homens e 5374 mulheres. A competição não vai ser mole não.

No fim das contas, tomei mais uma lição de desenvolvimento de software. A primeira versão que fiz foi um bacalhau, apenas testei interativamente. Nem pensei em guardar o código de testes. Escolhemos o nome de nosso filho e joguei tudo fora. Eis que em menos de dois anos depois o software foi novamente necessário. Minha mulher ficou grávida de novo! Como uma das maternidades mudou o leiaute de seu sítio, tive que perder um tempo debugando para consertar o programa. Como sempre, um tempo maior do que teria gasto para guardar os testes iniciais. Mais uma vez caí na balela de que "nunca vou precisar de novo deste código".

Depois de tanta discussão, acabou que meu primeiro filho nasceu sem nome. Minha mulher não me deixou juntar o nome de meu pai e meu avô e chamá-lo de Reginaldo Aniceto. Somente depois de vermos a cara dele é que virou o Leonardo. Faltam menos de 3 meses e pelo visto o próximo vai pelo mesmo caminho. Alguma sugestão?

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